As multicores do Mercado Central

Em todas as nossas viagens – sejam no Brasil ou exterior – os mercados sempre estão no nosso roteiro. É neles que podemos conhecer um pouco melhor sobre a cidade que estamos visitando e os hábitos/costumes de seus habitantes. Em São José, onde moramos, não há um mercado público. O espaço de venda e consumo de itens regionais está localizado no Centro Histórico de Florianópolis. Sempre que vou ao Centro tento passar pelo mercado e a busca é sempre a mesma: pimenta de cheiro. Foi lá que encontrei uma vez e comprei a última bandeja com algumas pimentinhas. Leia mais

Viagens que me escolhem

Há alguns anos, tomei gosto por viajar e passei a me organizar para isso. Anotava feriados, possíveis folgas e planejava a viagem, mesmo sem saber ao certo o destino. Dependia do preço da passagem. Queria ir a São Luís, mas não dava? Opa, vamos então para Aracaju. Preços estão ótimos e podemos aproveitar para ficarmos uns dias em Salvador. E assim foi feito. Teve um ano que fomos duas vezes a Mato Grosso, passagens baratíssimas e feriados não faltavam. Mesmo estado, destinos distintos: primeiro, Chapada dos Guimarães e no feriado seguinte fomos conhecer as águas transparentes de Nobres.

Nesses 10 anos de viagens, voltamos a Paraty (RJ), Ouro Preto (MG), Florianópolis (SC) e Fortaleza (CE), nesse caso porque participamos de um evento na cidade, mas depois partimos para Lagoinha, um lugar que gostaríamos muito de voltar.

Sei de pessoas que vivem as mesmas férias: vão para a mesma cidade, se hospedam no hotel de sempre e repetem os mesmos passeios.  Certa vez, insisti com uma pessoa para que ela mudasse o destino, falei de alguns na mesma região, e ela ficou muito chateada (rs). Disse-me que ia para a tal cidade porque já sabia que gostava, não queria correr o risco de ir para outro lugar e se decepcionar.

Não consigo imaginar como deve ser a vida de quem repete o destino das férias por medo de não gostar. Enquanto escrevo, me vem à lembrança os locais para onde fui sem esperar muito e que me surpreenderam, e outros que não me provocaram vontade alguma de um dia voltar. Mas eu fui.

Viagem ao Peru em 2016

Essas idas e vindas por cidades, vilas, interiores deixaram em mim as mais variadas impressões. Conversei com tanta gente, indaguei sobre seus costumes diferentes dos meus, comi comidas estranhas ao meu ‘menu’ diário, ouvi tantas histórias, assisti a cenas inéditas da vida.

Enquanto me for possível, não quero me prender a possibilidade do ‘não’. Eu escolho o ‘sim’.