O mar do caminho

Conheci o mar quando eu tinha uns 21 anos. Foi em Fortaleza. Fiquei ali na praia parada olhando para aquela imensidão azul, apaixonada pelo que via. Lembro que usava um anel com uma pedra verde enorme e após sair da água percebi que o anelzão tinha ficado. “Foi a Iemanjá”, disse uma amiga que me acompanhava. Leia mais

Com sabor e afeto

Quando eu estava no jardim de infância, levava na lancheira pão com manteiga e nescau. Às vezes quando sinto um aroma parecido o tempo para e eu volto àqueles dias. Eu não lembro nada de quando tinha quatro anos de idade e estudava no Branca de Neve. Minha única recordação é do cheiro de manteiga misturado com o doce do achocolatado. Leia mais

A briga com o capim

Hoje eu fui vencida por um pé de capim. Na verdade são vários nem sei quantos brotaram da muda que eu trouxe da rua. Aqui em Santa Catarina tem uma variedade de capins, todos bonitos e, portanto, ornamentais. Esse que me venceu (por enquanto, pois amanhã será outro round) é roxo, com detalhes verdes. Fica alto, bem vistoso. Leia mais

Cheirinho de vida

Segurança, conforto, alegria, vida pulsando. Acordar pela manhã e sentir o cheiro do café é a certeza de que o Zé Carlos está bem e eu estou viva.

Essa é a minha prova matinal de que ganhei mais um dia para viver ao lado de quem amo. Eu disse isso e ele se surpreendeu. Não imaginava que o cafezinho preparado para a família tinha assim tanto significado, além da benção de termos o alimento à mesa. Leia mais

O portovelhês nosso de cada dia

Porto Velho completou ontem (2), 106 anos de fundação e hoje ao acordar meu segundo pensamento foi: queria tomar café lá no Mercado Central. Iria pedir mingau de banana com tapioca e uma tapioca com manteiga e castanha. Café para acompanhar. Taí uma saudade.

Uma coisa levou à outra e eu me lembrei de um texto que fiz para um caderno especial do Diário da Amazônia em homenagem ao aniversário de Porto Velho. Isso foi em 2007. Treze anos correram desde então. E esse texto foi o que me aproximou do Zé Carlos, o homem do Banzeiros – ou teria sido o contrário? Bom, isso é outra história. Leia mais

Primavera em nós

Pelo calendário astronômico, às 10h31 de hoje (22) começou oficialmente a primavera no Brasil. Isso não significou que o frio foi embora, o sol apareceu e todas as árvores recobraram o verde. Não, nada disso. Mudança não tem dia e nem hora marcada para acontecer, mas tem um processo que começou antes e, às vezes, nem percebemos. Leia mais

Pequeno, o cão sorridente

Quando estivemos pela primeira vez na casa onde hoje moramos, fomos recebido por um sorridente cachorrinho caramelo. Nos seguiu pela rua e depois pelo quintal da casa. Ganhou carinho e nossa simpatia. Os olhos dele falavam mais sobre o lugar do que o corretor imobiliário que nos acompanhava.

Dias depois soubemos que o vira lata atendia por Pequeno, tinha casa, comida e caminha, mas gostava mesmo era de perambular pelas ruas do bairro, dar conta do que passava pela vizinhança. Argus e Azula fizeram festa para ele logo que se conheceram. Achava curioso como todos os cães faziam amizade com o Pequeno. Inclusive, conheci a Atena por meio dele, que a levou para casa e então eu a pude ver da sacada. Era o camarada de todos. Com exceção, claro, dos motociclistas. Não negava a raça. Leia mais

A carola que restava em mim

Uma cena da série Fleabag (Amazon Prime) me causou inesperada indignação e revolta. Quase dei um pulo do sofá quando o personagem de Andrew Scott beijou Phoebe Waller-Bridge. Eles estavam num confessionário e se agarraram desatando a paixão contida em episódios anteriores. Qual o problema? Ah, mas você não sabe? Ele é O Padre. Leia mais

A samaúma

Ela é como uma folha que se desprende da árvore e sai rodopiando, levada por uma brisa. Gira, gira e depois se esconde perto de um arbusto onde bate sol e a terra é fértil. A folhinha não estava destinada a ser adubo. Não esse adubo e não agora. Nem ela sabia que tinha essa força. Anos sendo balançada de um lado para o outro à vontade do vento ou de alguém que balançava a árvore. Ela já estava meio madura quando um vento mais forte a arrancou ali do tronco que a segurava. Leia mais