A samaúma

Ela é como uma folha que se desprende da árvore e sai rodopiando, levada por uma brisa. Gira, gira e depois se esconde perto de um arbusto onde bate sol e a terra é fértil. A folhinha não estava destinada a ser adubo. Não esse adubo e não agora. Nem ela sabia que tinha essa força. Anos sendo balançada de um lado para o outro à vontade do vento ou de alguém que balançava a árvore. Ela já estava meio madura quando um vento mais forte a arrancou ali do tronco que a segurava. Leia mais

Aquela Secom

A Secom foi o meu último grande desafio profissional em Rondônia. Fui convidada pelo Domingues Junior e pela Edna Okabayashi para ser a coordenadora de conteúdo do governo e aceitei meio às cegas. Como “jornalista de redação” entendia que algo precisava ser feito para que o material produzido pela equipe da assessoria de comunicação fosse da mais alta palatabilidade. Tinha que ter relevância e ser atraente. Foi com a ideia de transformar a Secom numa agência de notícias que começamos o trabalho, sempre apoiados pela Edna e o Domingues. Leia mais

Saudade temperada

Se você ainda utiliza o Facebook, vai concordar comigo: o álbum de lembranças é o que há de melhor naquela desgastada rede.

Ontem, essa foto de um domingo em 2018, me revirou a memória. Zé Carlos e eu sorríamos após um maravilhoso café na Bachan – à época o melhor café regional de Porto Velho (ainda é?). Leia mais

A missiva

Há semanas não escrevo nada aqui no blog. Vontade até tive, mas uma coisa ou outra me impediu. Ou eu deixei que impedisse. Hoje, dia nublado, chove não chove, friozinho agora, friozão logo depois, coragem meio bamba para reagir. Abri o e-mail para ler a primeira newsletter de segunda-feira e lá estava ela, a missiva. Leia mais

Dias estranhos

Essa semana está sendo bem estranha. Sem querer, soube que na minha Carteira de Trabalho Digital – da qual desconhecia a existência – estou registrada desde 2013 como ‘operadora de máquina pesada’ no Governo de Rondônia. O período entre 2015 e 2018 como coordenadora de conteúdo não aparece na tal carteira. Ainda não consegui resolver esse mistério. Leia mais

Aproveita o embalo

Nas últimas três semanas tenho sonhado com o meu pai em situações cotidianas, aquelas que não damos importância. Hoje entrei numa conversa sobre suculentas no grupo de whatsapp dos meus irmãos e disse: “Por falar nisso, eu fiz hoje um brigadeiro com chocolate a 80%!”. E depois completei: sonhei com o papai. Leia mais

Preconceito dói

Meu avô materno era indígena do Amazonas, minha avó materna era negra filha de escravos da Bahia. Meus avós paternos eram brancos do interior de Minas Gerais. Minha mãe tem traços indígenas e meu pai tinha cara de europeu. Eu nasci parda, cabelos negros e espetados. Minha irmã depois de mim tem a pele e os cabelos claros e a depois dela é morena. E foi nessa escadinha entre um de cabelos pretos e outro de cabelos loiros que meus pais formaram uma vitrine da miscigenação brasileira. Leia mais

Exemplo que arrasta

Mais de 50 mil pessoas morreram de covid-19 até ontem (20). Cinquenta mil vidas se foram vítimas de um vírus que chamamos ‘novo’ mas que já está há muito tempo entre nós destroçando famílias. Muito tempo para tanta morte são quatro meses desde a primeira vítima no Brasil. Bebês, crianças, jovens e idosos de gêneros, idades e classes sociais distintas morreram nesse imenso País, que está há mais de um mês sem um ministro da Saúde. Leia mais