Um show de lembranças

Sou fã dos Titãs “desde os primórdios até hoje em dia” . Quando eu era criança, lá no Pedrinhas, um vizinho tinha um primo de São Paulo que passava férias em Porto Velho e levava discos de presente. Todo mundo ganhava conhecendo gente boa como Os Paralamas e Titãs.

Por toda sorte de adversidades, somente agora – quase 40 anos depois – pude ir ao show dos Titãs, que há algum tempo tem apenas o Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Belotto. Branco está em tratamento de saúde e não pode vir a Florianópolis.

E olha que curioso: Show no teatro, todo mundo sentadinho, curtindo, ouvindo as histórias sobre as músicas compostas. Uma delícia. A banda no momento da vida dos fãs que a acompanha desde sempre. O que quero dizer com isso é que agora a maioria dos fãs dos Titãs está mais para curtir um espetáculo sentado do que pulando enlouquecidamente como décadas atrás. Envelhecemos juntos.

Quando adolescente, dancei muito (muuuuitooo) Titãs (e outras bandas de rock daquela década) lá no Metrópoles (hahahahah não sei se alguém de Porto Velho lembra da boa e velha “matinê”).

E ali no limite do apertado espaço entre a minha poltrona e a da frente eu pude viver um pouco de pular e extravasar com Titãs. Foi catártico.

Nos 20 minutos finais do show (ai, meu Deus!!) todo mundo de pé aplaudindo o espetáculo e eles começaram a cantar “Homem primata”. Eu pirei! Teve também “Bichos escrotos” e eu ri por dentro ao lembrar que era proibido cantar essa música em casa.

Foi o maior presente de todos os tempos, sem dúvida. Obrigada, Zé Carlos!

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