Um show de lembranças

Sou fã dos Titãs “desde os primórdios até hoje em dia” . Quando eu era criança, lá no Pedrinhas, um vizinho tinha um primo de São Paulo que passava férias em Porto Velho e levava discos de presente. Todo mundo ganhava conhecendo gente boa como Os Paralamas e Titãs.

Por toda sorte de adversidades, somente agora – quase 40 anos depois – pude ir ao show dos Titãs, que há algum tempo tem apenas o Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Belotto. Branco está em tratamento de saúde e não pode vir a Florianópolis. Leia mais

Capim e poesia na estrada

Um passeio pode nos fazer relembrar poesia e perceber que há beleza em nossa volta. Mas é preciso estar de alma leve. Foi assim que percebi os capins do caminho para a serra, em São Joaquim (SC). Havia uma variedade deles, brancos, dourados, roxos. Junto a eles, muitas florzinhas com diversidade de cores. Colhi alguns, plantei os enraizados e com os demais fiz um arranjo.

Durante esse processo, um poema não me saía do pensamento, “Capim”, do Djavan.

“Capim do Vale, vara de goiabeira na beira do rio
paro para me benzer
Mãe d’Água sai um pouquinho desse seu leito ninho
que eu tenho um carinho para lhe fazer
Pinheiros do Paraná
Que bom tê-los como areia no mar
Mangas do Pará, pitombeiras da Borborema
A Ema gemeu no tronco do Juremá
Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari não é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor
Plantei um pé de fuló deu capim…”

Capins e macelas colhidos na estrada

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