Prestígio?

Um dia na redação do Diário da Amazônia, uma colega atendeu ao telefone. Era uma colunista do interior do estado convidando-a para escrever uns artigos para uma revista. -“Ah, que beleza”, respondeu a minha colega. -“E quanto é o cachê?”, perguntou. -“Você terá o prestígio de ter seu nome na minha revista”, respondeu a colunista. Leia mais

Mostra mais, Globo!

O prefeito Marcelo Crivella disse a uma repórter, durante coletiva, que é perseguido pela emissora na qual a profissional trabalha, a Rede Globo. Segundo ele, a TV “faz drama” com situações corriqueiras da cidade do Rio de Janeiro. Sério, senhor? Essa série de acontecimentos dos últimos dias é algo assim, normal para a cidade por que ela tem morros, geografia acidentada? Foi mais um evento cotidiano o desabamento de prédios na manhã desta sexta-feira (12) e a morte de dois cidadãos, prefeito? Leia mais

Vírgulas, muitas

Entrei no portal para ler uma notícia que me interessava. Saí apressada. Tantas vírgulas, muitas delas, quase me sufoco. Ah, mas você não havia dito que não se importaria com o português alheio? Sim, disse, quase jurei. Mas, no meio de um mar de vírgulas, esqueci.

Outro dia li o post de um rapaz no Linkedin sobre a ascensão profissional dele. Uma saga. Nenhuma vírgula. Cinco parágrafos. Nenhuma vírgula. Senti falta de ar. Relevei. O redator não era jornalista. Leia mais

Como nasceu a jornalista

Desde criança tenho grande admiração pelos professores, por essa profissão que transforma vidas, que traz luz à ignorância. Minhas irmãs e eu montávamos o cenário de escolinha: papéis, lápis, canetas coloridas e tocos de giz. Lembro-me do dia que nossa mãe puxou uma lona preta no corredor entre o muro e a casa e fez uma sede para nossa escola. Ali foi fermentada a minha vontade por “ensinar”.  Eu sempre gostei muito de ler. Ficava ansiosa todo início de ano para receber os livros didáticos. Era um ritual: colocava um ao lado do outro em cima da cama e, claro, começava pelo livro de Português. Leia mais