CPX e o preconceito

Ser pobre no Brasil é ter a dignidade atacada diariamente. Ultimamente os ataques têm se intensificado de uma forma, me parece, coordenada. Grupos de pessoas se unem para desqualificar quem mora em favelas dominadas pelas milícias que ali estão porque o estado (governos municipal, estadual e federal) permitiram, fingindo que não viam o crime avançar. Leia mais

Somos nós no retrato

A poucos dias das eleições sobram dúvidas e faltam convicções de que o Brasil avançará rumo ao futuro que, há anos, ouço dizer que é dele.

As discussões em torno das candidaturas que se apresentam para governar o País nos próximos quatro anos saíram do círculo do respeito e educação  e entraram nas rodas de embates violentos e desrespeitosos. De todos os lados há desentendimento. Não importa a bandeira partidária, o diálogo inteligente e fraterno foi deixado de lado.

Se o eleitor opta por um candidato, é porque é a favor da volta da ditadura (Deus nos livre!), se opta por aquele outro é porque concorda com a corrupção (Xô!). Ninguém ouve ninguém. Cada qual na sua bolha lendo, ouvindo e assistindo somente o que exalta e torna viável o seu candidato.

Dou um passo para trás, saio da cena e vejo o caos. Respiro fundo e busco me concentrar numa resposta para o que me incomoda: o que devo fazer, como devo proceder diante de tudo o que está acontecendo no maior evento de democracia do meu país?

“Acalma-te. Todas as pessoas têm direito e liberdade para votar em quem quiser. Não entre em debate estéril. Colabora com o silêncio ou com a palavra apaziguadora. Independente do resultado das urnas ela representará exatamente a atual sociedade brasileira. Aceita e trabalha para dias melhores.” – foi o que eu ouvi da minha consciência.