Tas boa, nêga?

Gosto um tanto de sotaques (uns mais outros menos). Alguns parecem ter musicalidade, um ritmo. Ficaria ouvindo um tempão. Nessa viagem a Minas encostei na sombra de uma árvore lá em São Gonçalo do Rio das Pedras (vê que nome mais bonito?!) para ouvir a prosa de quem passava.

“Tem base não”, “Ô aqui procê ver se isso é assim messs”, “Com Deus, viu?” – foram algumas das frases que pesquei da conversa entre duas amigas (suponho, porque uma perguntou pela mãe da outra) que se encontraram na rua uma indo e outra voltando da escola para fazer a rematrícula do filho ou filha. Leia mais

Tapioca com angu

Foi preciso eu sair de férias para quebrar um jejum forçado de quase dois anos. Na pousada em que ficamos em Milho Verde (MG), comi uma tapioca de verdade que me remeteu à qualidade das tapiocas de Porto Velho. Goma fresca, sem conservante, sem cheiro e gosto esquisitos. Comi como se fosse a minha última refeição nessa existência. Até disse para Deus – para logo me arrepender – que poderia morrer ali, depois de ter comido aquela delícia. Ainda bem que Ele não me deu ouvidos e então pude devorar mais pastéis de angu na saída da noite. Leia mais