Tapioca com angu

Foi preciso eu sair de férias para quebrar um jejum forçado de quase dois anos. Na pousada em que ficamos em Milho Verde (MG), comi uma tapioca de verdade que me remeteu à qualidade das tapiocas de Porto Velho. Goma fresca, sem conservante, sem cheiro e gosto esquisitos. Comi como se fosse a minha última refeição nessa existência. Até disse para Deus – para logo me arrepender – que poderia morrer ali, depois de ter comido aquela delícia. Ainda bem que Ele não me deu ouvidos e então pude devorar mais pastéis de angu na saída da noite.

O pastel de angu era (é!) uma saudade – das tantas – que tenho de Minas. Eu gosto demais de milho e seus derivados, inclusive, preciso me livrar do vício da pipoca. Polenta – frita ou não, canjica, pamonha, curau, mingau pode mandar duas porções. Nessa viagem pude reencontrar esses amores que há tempos não sentia o prazer de tê-los tão perto e tão originais.

A balança gosta de me lembrar toda manhã que me excedi no reencontro gastronômico. Como se excesso não fosse um dos sinônimos de férias. Por isso deixei ela de lado por uns dias e voltaremos a interagir daqui algumas semanas, se eu achar que vale.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *