Dei férias para mim

Estive durante 15 dias de férias do jornal, após 16 meses de trabalho. Tudo inédito. Primeiras férias do ND, primeira viagem interestadual partindo de Santa Catarina, voo e passeios no meio da pandemia de covid-19. Também foi a primeira vez que ficamos hospedados na casa de Dona Nilta, minha estimada sogra. Passamos cinco dias com ela, que completou 90 anos de idade de muita vitalidade no dia 15 passado.

Foram 11 dias longe de casa e sem nenhuma preocupação. Não pensei em jornal, em notícias em nada relacionado ao trabalho. Optei por não fiscalizar se o João Pedro cuidou dos cães e das plantas e confiei que ele cumpriria o combinado. Dei férias para mim. Minha atenção esteve voltada a aproveitar, registrar na memória cada momento, paisagem, conversa, descoberta. E foi muito bom.

A preocupação era estar longe de grupos de pessoas, higienizar as mãos, trocar de máscara a cada duas horas e não tropeçar nas inúmeras pedras das cidades históricas mineiras. Eu não podia – nem queria! – machucar o pé novamente e estragar a viagem. Não fosse a pandemia, eu teria relaxado mais, mesmo assim valeu a experiência de não receber nenhuma ligação de alguém perguntando sobre esse ou aquele assunto no meio de um passeio.

Gostei muito da experiência de ter compromisso apenas comigo. Recomendo.

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