Ele nasceu num dia frio de junho, quando a friagem ainda era fenômeno recorrente em Porto Velho. Talvez por isso goste de frio, eu penso.
Hoje, 25 anos após aquele reencontro, também está frio e chove em São José. No café da manhã, bolo de chocolate do jeito que ele gosta. Mas desta vez teve velinhas. “Por que, mamãe?”, ele pergunta. “Porque são 25 anos, meu filho. Data importante!”, eu respondo.
Eu tinha 25 anos quando o João Pedro chegou e trouxe alegria, dúvidas, incertezas, preocupações e, principalmente, mudou minha vida, me mostrou que eu podia amar de uma forma que nem sabia ser possível.
Vinte e cinco anos parece bastante tempo, mas para uma mãe é pouco. Deixa esses 25 se multiplicarem, triplicarem e se tornarem infinitos. Tudo o que eu quero é ver a vida acontecer todo dia 15 de junho.

