Problemas de estimação

Você deve conhecer alguém que tem sempre pronta uma lista de problemas para apresentar e entre os itens alguns que você já ouviu antes. Com toda boa vontade, você se dedica a mostrar as possibilidades de solução para os males apresentados. “Mas, o quê? Você não entendeu nada do que eu disse!”, diz, contrariado, seu amigo reclamão.

Essa é a senha para você saber que desses problemas essa pessoa não quer se livrar. São de estimação.

Deixa quieto.

Você não está vazio de amor

Nas últimas semanas tenho feito um regime de palavras. As negativas eu não posso engolir. E o Twitter, a rede que eu mais gosto, está repleta delas.

Penso sempre quando leio (ou ouço) “que ódio!” se a pessoa faz a miníma ideia do que representa essa palavra, a força dela. Para se ter ódio de algo você tem que estar muito vazio de amor. Não acredito que todos estejam. Deus nos livre!

A fila incomoda, a demora no sinal perturba, a mensagem que não chega é motivo de “preferia estar morta!”. Essa pressa por nada pode encurtar a vida e daí será muito triste você descobrir que não, não era melhor estar morta.

Quando faltam palavras

Você sente uma vontade imensa de escrever, quer compartilhar seus anseios – e alguém quer saber disto? – e, finalmente, cria coragem e um blog. Mas, e agora que posso escrever, o que deve ser dito?

As palavra somem, aquelas ideias vão passear e – puft! Linhas vazias. Eu não estou escrevendo nada com nada, e agora não importa! O que quero é começar e não deixar para amanhã – chega de deixar para depois o que se quer! Ah, e aqui vou usar exclamação sim! (É que eu sou jornalista e preconceituosa com o uso do pontinho ‘!’).

Eu escrevi no título ‘quando faltam palavras’ porque não sabia o que escrever, no entanto, aí estão elas.

Talvez, o título remeta às muitas palavras que não soube dizer hoje e ontem. É isso! Acho que com minha vontade de controlar a língua acabo por não dizer o que sinto vontade. Penso que minha opinião vale para quem quer saber, se ninguém perguntou, para que vou falar?

Ei, mais aqui é diferente, tá? Palavras não faltarão.

Consegui publicar o primeiro post 🙂 Vitória parecida quando consegui subir até a pedra Mapinguari