Aos 16 anos precisei trocar de escola e de rotina pelo mesmo motivo que tantos outros adolescentes: trabalho. Estudava à tarde, no Centro de Porto Velho, na tradicional Barão do Solimões – a escola mais antiga de Rondônia, e fui transferida para a Eduardo Lima e Silva, no bairro Floresta – vizinho ao Eldorado, onde morava. Estudar à noite não estava nos meus planos para tão cedo, na verdade, naquela época eu não planejava nada. Em pouco tempo, minhas irmãs Aerllen e Kárita seguiram a mesma trajetória.
O Natal de 1984
Numa noite de Natal de 1984 eu e minhas irmãs Aerllen e Kárita tivemos um encontro inesperado. Fomos com nossos pais para a ceia na casa de uns amigos num bairro distante do nosso. Dona Ester e seu Zé, gente boa toda a vida, foram nossos vizinhos por muitos anos, nem sei quantos. Mudaram-se e continuamos chamando de vizinha e vizinho. E eles pelos nossos apelidos infantis.
Feminidades
Por motivos diferentes, minha irmã número dois, a Kárita, passou por essa cirurgia no ano passado. Em dezembro de 2014 eu “estreei” nessa experiência. Também foi rápido. Uma dor misteriosa interrompeu um final de semana num hotel fazenda no interior de Rondônia. Primeira avaliação deu apendicite, mas não era. Agradeço a essa dor, que não tinha relação alguma com o problema, ter me mostrado o que eu precisava saber .
A cirurgia que minhas irmã e eu passamos não tem relação genética, pois eram problemas diferentes. Se coincidência existisse, eu diria que essas histerectomias “entre irmãs” é um grandessíssimo exemplo de sincronia universal.
