O lixo na TV

A TV do laboratório estava ligada e sem som (ainda bem) num programa que repetia a imagem do prefeito que ficou ferido ao acender uma fogueira. Antes de conseguir uma cadeira fora do alcance das imagens desnecessárias, vi legendas que chamavam atenção para uma diversidade de casos de violência, tragédia e infelicidade.

Eram 7h, a recepção estava lotada e a programação que, parece, anunciava o fim do mundo, era acompanhada por algumas pessoas. Talvez se houvesse som a audiência fosse maior. Primeiro impacto é o nome do programa. Nunca havia ouvido falar. Até pensei ser local, mas ao chegar em casa e pesquisar vi que se trata de um nacional do SBT.

O canal do Silvio Santos, que praticamente extinguiu o jornalismo de sua grade, mantém um programa matinal de péssima qualidade ancorado no sensacionalismo e na preferência do público que consome sorrindo a desgraça alheia.

Em uma hora é possível observar muitas coisas. As pessoas que assistiam àquilo não tinham um celular nas mãos. As que não acompanhavam a sanguinária matinal estavam ocupadas em distrair crianças ou se (des)informando pelo Whatsapp. E eu observava tudo fazendo meu julgamento travestido de análise social.

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