Para quê relacionar males?

Vi há alguns dias vários tweets em que a pessoa cita o nome, a idade e lista os problemas de saúde. Não sei o que motivou a corrente de patologias pessoais.

Alguns tweets me deram a sensação de que o paciente tem até gosto em falar que tem uma doença pouco conhecida – pelo nome. Utilizam a nomenclatura médica para problemas comuns (que são ruins, mas comuns), como a bendita cólica menstrual e seus acessórios. Leia mais

De volta às ruas

Hoje foi meu primeiro plantão de final semana. A pauta é um assunto conhecido por mim, uso proibido de cerol, mas o local da cobertura totalmente novo: a beira mar de Florianópolis. Por enquanto quem ganhou no quesito “quem diria” foi a pauta que eu fiz sobre a estiagem rigorosa nos rios de Santa Catarina. Eu, do Norte, falando sobre estiagem do (e no) Sul. Parece nada, não é? Leia mais

Dinâmica da felicidade

“O que te fez feliz hoje?”, essa pergunta e as dezenas de respostas que se seguiram a ela me fizeram ter certeza de que a vida é feita de momentos muitos singelos aos quais damos alguma importância. Mas não é sempre que estamos conscientes de que algo como tomar café da manhã sem pressa pode ser prazeroso. A pergunta fazia parte de uma dinâmica de grupo da qual participei. Leia mais

O lixo na TV

A TV do laboratório estava ligada e sem som (ainda bem) num programa que repetia a imagem do prefeito que ficou ferido ao acender uma fogueira. Antes de conseguir uma cadeira fora do alcance das imagens desnecessárias, vi legendas que chamavam atenção para uma diversidade de casos de violência, tragédia e infelicidade. Leia mais

Receita de bolo de macaxeira feito com aipim

Hoje fui ao mercado comprar aipim para fazer um bolo de macaxeira. Mas eu nunca havia preparado um bolo de macaxeira, apesar de ser um dos meus prediletos. Sempre achei que dava trabalho demais e nunca prestei atenção em como irmãs e amigas preparavam. Após chegar em casa busquei no caderno de receitas do mundo um modo de fazer com o qual eu concordasse. O quê? Meia dúzia de ovos para fazer um bolo? Dançar ao redor do forno? Não, não dá. Leia mais

Porque eu amo junho

O céu azul com poucas nuvens e a lua aparente, o ar mais leve. À noite, as estrelas brincam para ver quem é a mais brilhante. Daqui, sinto o coração acariciado por sentimento de alegria e gratidão. Junho é assim para mim desde sempre.

No início havia mais: brincar perto da fogueira, fazer promessas de amizades, dançar quadrilha, comer paçoca e bolo de milho, ah, claro! e muita pipoca. Depois as visitas aos arraiais, o passeio pela cidade para ver as fogueiras de São João. Mais recentemente, organizávamos uma festa em casa, em Porto Velho, onde tínhamos delícias da culinária junina e o melhor que há na vida: amigos. O Arraiá Duzamigo era, principalmente, a minha expressão sobre junho. Leia mais

Para não esquecer

Petit Gateau iria hoje ao petshop para um dia de beleza e saúde. Tosar a cabeleireira, tomar vacinas, ficar saudável e lindo. Nas duas últimas semanas ele tem sido um menino teimoso, recusa a presença de humanos e foge como se estivesse diante do próprio coisa ruim. E talvez estivesse mesmo. A espécie que é a racional da Criação e que descarta um ser vivo indefeso como se lixo fosse realmente não merece consideração. Leia mais

Mudei de estado e de vocabulário

Pernilongo, muriçoca, carapanã, mosquito. Como você chama esse bichinho azucrinante? Antes que você responda: “eu não chamo, ele vem sozinho”, vou tentar “adivinhar”. Se você mora no sul, sudeste e centro-oeste do país, possivelmente, esse insetinho seja o pernilongo. Caso more no nordeste, o dito cujo é batizado de muriçoca. No entanto, quem mora na região Amazônica, no norte do Brasil, o bicho é chamado de carapanã. Leia mais

Eles não foram com a minha cara

Fui à Unidade Básica de Saúde do bairro para me cadastrar e marcar consulta com um clínico geral. O primeiro atendente exigiu certidão de casamento para provar que eu moro no endereço apresentado. Voltei em casa e peguei o documento e, claro, nova senha. Fui atendida por outro que disse que eu teria que esperar a visita de agentes de saúde para então marcar a consulta. “Moço, meu marido foi atendido pelo médico no mesmo dia em que esteve aqui. Não foi nenhum agente em casa até hoje”. Ele me fuzilou com o olhar e voltou a mexer nos papéis que eu havia entregue. “Ah, aqui está a certidão de casamento”, disse, como se eu já não tivesse apresentado o documento a ele no início do atendimento. Leia mais