A missiva

Há semanas não escrevo nada aqui no blog. Vontade até tive, mas uma coisa ou outra me impediu. Ou eu deixei que impedisse. Hoje, dia nublado, chove não chove, friozinho agora, friozão logo depois, coragem meio bamba para reagir. Abri o e-mail para ler a primeira newsletter de segunda-feira e lá estava ela, a missiva.

Só de ver ela ali em negrito na caixa de entrada o humor mudou, senti um sorriso chegando. Ela, a missiva, queria saber se estava tudo bem comigo, pois eu sumi daqui do Bloquinho Azul. Veja só, eu estava sendo cobrada por não oferecer conteúdo ao meu único leitor e isso me deixou bem animada.

Não, não quero pensar que seja vaidade, só porque alguém sentiu falta das minhas anotações e de ter notícias sobre mim. Isso é gratidão. Ele, o leitor, me tirou de uma quase paralisação de ideias. Mais do que isso, me trouxe o aconchego da gentileza.

O título do post é uma referência às cartas – escritas à caneta em papel (caso apareça alguém por aqui que não saiba do que se trata) – trocadas entre amigos e familiares onde o bem estar do outro era um ponto de interesse. Outro ponto era mandar notícias sobre si, indicar livros, filmes, revistas, programas interessantes.

As distâncias eram encurtadas pelas cartas que levavam dias e até meses para chegar ao destino. A internet facilitou a comunicação, mas, ainda bem, não selou o fim das boas e inspiradoras missivas.

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