Saudade temperada

Se você ainda utiliza o Facebook, vai concordar comigo: o álbum de lembranças é o que há de melhor naquela desgastada rede.

Ontem, essa foto de um domingo em 2018, me revirou a memória. Zé Carlos e eu sorríamos após um maravilhoso café na Bachan – à época o melhor café regional de Porto Velho (ainda é?).

Aquela foi a primeira rodada de despedida da cidade. Além dos amores, minha saudade por Porto Velho sempre acaba numa tapioca, num mingau de banana do Mercado Central. Na peixada do Barracão do Ray, no almoço da Casa do Tambaqui…

Nossa! E a esfirra sem igual do Sabor Libanês? Uma de cada, por favor. Traz o molho de pimenta com mel, um extra pra viagem!

Até da padaria da Amazonas, perto de onde morávamos, eu sinto falta. O padrão do pão de queijo é tipo Minas, a broa de milho também tem cara e sabor das Gerais. E o pão massa fina? Fofinho na medida do meu paladar que gosta da infância, ali da Resky, na 7 de Setembro, onde o papai comprava pão “de chocolate” aos domingos. Isso lá pelo começo dos anos 80.

O alimento é uma espécie de amálgama de relacionamentos. Um prato quente de sopa une corações, uma saltenha tem o poder de reforçar amizades. Todas as minhas (boas) lembranças tem um bolo, um doce ou um croquete.

Agora vou tomar uma xícara de café para fechar a conta.

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