Três mil e 450 km de mudança

Fim da missão. Bagageiro pronto.

Saímos no domingo, dia 30/12, bem cedinho. No sábado, passamos o dia cuidando de colocar tudo no bageiro do carro. Para isso contamos com a família. Cada um foi fundamental para que tudo desse certo. Última noite em Porto Velho passamos na casa da Kárita, João Pedro dormiu na casa do Fábio, Azula e Argus ficaram na agora ex-casa. Leia mais

Do Norte para o Sul

2018 chegando ao fim com grandes mudanças. Quase 3,5 mil quilômetros de mudança. Sair do Norte e ir para o Sul nunca foi minha intenção até conhecer Florianópolis em janeiro de 2012. A paixão surgiu assim, instantaneamente, o amor fixou morada em pouco tempo e o desejo de morar nesse lugar encantador foi se firmando com o passar dos anos. Leia mais

Como nasceu a jornalista

Desde criança tenho grande admiração pelos professores, por essa profissão que transforma vidas, que traz luz à ignorância. Minhas irmãs e eu montávamos o cenário de escolinha: papéis, lápis, canetas coloridas e tocos de giz. Lembro-me do dia que nossa mãe puxou uma lona preta no corredor entre o muro e a casa e fez uma sede para nossa escola. Ali foi fermentada a minha vontade por “ensinar”.  Eu sempre gostei muito de ler. Ficava ansiosa todo início de ano para receber os livros didáticos. Era um ritual: colocava um ao lado do outro em cima da cama e, claro, começava pelo livro de Português. Leia mais

Infância compartilhada

Se tem alguma criança que não sonhe em ter uma bicicleta, eu desconheço. Quando pequena era tudo o que eu queria, mesmo morrendo de medo de cair. Eu fui uma criança muito medrosa. Tinha medo de absolutamente tudo. Mas sonhava em ter uma bicicleta para andar na rua, no nosso pedaço da rua José Bonifácio. Leia mais

Além do salão de beleza

Assisti ao ‘Felicidade por um fio’, da Netflix, após indicação da querida Êrica no Blog Ré Menor. Meu objetivo era apenas distração, queria algo leve e só. Mas nos primeiros minutos do filme eu percebi que não seria apenas diversão.

A protagonista – uma publicitária bem sucedida – desde criança tinha como objetivo ser perfeita em tudo. Desde a aparência física até o comportamento na fila do pão. A mãe dela a fez pensar que ser assim a livraria de sofrimentos e a levaria ao sucesso, que nesse caso se traduz em um “bom casamento”. Para garantir isso, a moça estava sempre impecável, inclusive antes de se levantar pela manhã. A principal obsessão dela era o cabelo que, crespo, mantinha sempre lisinho. Leia mais

Somos nós no retrato

A poucos dias das eleições sobram dúvidas e faltam convicções de que o Brasil avançará rumo ao futuro que, há anos, ouço dizer que é dele.

As discussões em torno das candidaturas que se apresentam para governar o País nos próximos quatro anos saíram do círculo do respeito e educação  e entraram nas rodas de embates violentos e desrespeitosos. De todos os lados há desentendimento. Não importa a bandeira partidária, o diálogo inteligente e fraterno foi deixado de lado. Leia mais

Amores de outubro

Porto Velho, onde nasci e vivo desde sempre, completa nesse 2 de outubro 104 anos de criação. Há 11 anos eu produzi e escrevi um especial para o jornal Diário da Amazônia sobre essa efeméride. Na época era repórter e pedi ao meu editor que me autorizasse a fazer o suplemento comemorativo. A pauta: queria falar sobre o que é ser porto-velhense, fazer com que o leitor se identificasse. Não contar apenas a história da cidade, mas das pessoas – os hábitos, as tradições, o seu jeito de falar. Leia mais

Bandana da liberdade

Tenho um lenço multi-função que levo sempre no porta-luvas do carro. Ele já secou suor, limpou pingos de sorvete que escorreu na roupa, retirou poeira do sapato e até serviu como babador para Azula no seu primeiro passeio de carro. Hoje eu o lavei após ter sido utilizado como curativo de urgência pelo Zé Carlos que machucou o braço no banco do carro. Leia mais

O vento da faxina

Minha vó dizia que quando retiramos a poeira, limpamos  e organizamos a casa, o vento entra pela porta. Lembro-me da vovó dizendo isso um dia quando eu terminei de varrer a cozinha da casa dela, em Campo Grande, há mais de 30 anos.

Todas as vezes que faço faxina em casa, daquelas cheia de energia e vontade de ter a casa limpa e agradável, como fiz hoje, espero o vento entrar. Ele sempre chega de mansinho espalhando o cheiro de limpeza e a sensação de conforto. Isso me faz tão bem. Leia mais

A história da casa

Há 10 anos nos mudamos para a rua Bandeirantes. Era o começo oficial de uma nova família. Estávamos morando juntos há alguns meses, mas de forma improvisada na kitnet do Zé Carlos. Dois adultos e uma criança. Nada parecido com o quarto apertado de décadas passadas, claro.

Foi uma verdadeira saga até, enfim, mudarmos para nossa casa. Para começar, foi difícil encontrá-la. Procuramos nos bairros que queríamos morar, e nada! Levamos cano de muito corretor, que marcava e não aparecia. Visitamos casas esquisitas e outras cheias de energia desagradável. Eu não aguentava mais tanta demora. Precisava entregar a minha ex-casa para o novo dono. Então não teve jeito. Fomos João Pedro e eu para o apêzinho do Zé Carlos. Leia mais