Não é fácil deixar ir. Eu sou insistente com quase tudo e até um tempo atrás insistia para que as pessoas ficassem. Fosse um colega de redação, que eu desejava manter contato, ou um amigo que mudou de cidade ou trocou de grupo de amigos. A vida é cheia de ciclos e raramente os atores dos ciclos passados estarão neste.
Somos todas Manana
Para cada estado da alma, um filme, um livro ou o silêncio. Hoje, tranquila, acompanhei a vida de Manana, uma professora solitária e melancólica que mora na Geórgia, mas pode ser a vizinha da frente, uma conhecida ou você mesma. “Mulher de 52 anos sai de casa e choca família tradicional georgiana” – é basicamente a sinopse do filme My happy family produzido pela Netflix.
Falta amor no call center
Você provavelmente já deve ter sido vítima de algum serviço ou atendimento ruim. Precisou resolver algo simples e não conseguiu porque quem poderia ajudar nada fez. Isso sem contar os empecilhos oficiais, como a detestável burocracia nacional. Para o primeiro caso eu acredito que é a falta de amor. Pouco vemos dessa forma, mas a gentileza é a manifestação do amor que há em nós. Percebe?
Juntas é mais fácil
Espancada, xingada, estuprada, assassinada. Faca, murros, tiros, atropelamento, chutes. Marido, namorado, caso, ex, conhecido, desconhecido. São inúmeras as notícias diárias de mulheres vítimas de violência, são incontáveis os BOs registrados Brasil afora sem nenhuma resposta, são intermináveis as histórias de dor, descaso e preconceito vividas por mulheres de todas as idades e classes sociais.
Terra de ninguém
Nas duas últimas semanas tenho dedicado algumas horas do dia para procurar trabalho. Busco por vagas em São José, Florianópolis ou Palhoça. Entrei em grupos de emprego no Facebook, muito mais por curiosidade do que alguma certeza de que ali haveria algo para mim. Nesses grupos há uma variedade de cases de pessoas despreparadas, ingênuas e mau-caráter, para citar alguns perfis. Tem gente que realmente acredita que digitar ‘ok’ em uma publicação serve como um contato profissional. Outras creem que uma empresa grande está contratando pelo Facebook, basta informar o número do telefone. No grupo de mau-caráter estão aquelas criaturas que postam vagas falsas pelo simples prazer de enganar, que se valem do desespero de quem está desempregado para pegar mão de obra de graça, porque ao fim do “contrato” dá calote. É lamentável.
Viver é uma dádiva
João Pedro costuma reclamar de algum incômodo, seja qual for, e ao final do lamento diz: Mãe, acho que estou morrendo aos poucos. Minha resposta é sempre parecida: Morremos a cada dia, por isso precisamos viver mais. Com a quantidade de notícias de morte que chega todo dia é fácil perceber que a vida é muito mais passageira do que costumamos pensar.
Dor de todas nós
Esses últimos dias no Brasil têm sido de tragédias, essas que todos sabem, ouvem falar, acompanham na TV. Elas chocam a todos, consternam, incomodam. Famílias que sumiram na lama em Brumadinho, relatos de mães que perderam filhos, de filhos que ficaram órfãos, homens e mulheres viúvos. Uma tristeza sem fim. Histórias que comovem, que nos deixam perplexos com os estragos provocados pela irresponsabilidade de empresas e governos. Meninos que morreram carbonizados em um contêiner transformado em alojamento provisório. Crianças que saíram de casa para viver o sonho de ser jogador de futebol e que retornaram em um caixão lacrado.
Severino quer mudar
Tenho uma família relativamente grande, se considerar tios e primos com os quais não tenho ou nunca tive contato algum. Mas se contar apenas os próximos é bem pequena, mãe, irmãos e sobrinhos – e agora minha tia, que está bem próxima. Mudei-me para Santa Catarina e ela mora ali, na Ilha, e eu aqui, no Continente. Coisas da vida.
Primeiros dias no Sul
As pessoas me perguntam: e aí, já se acostumou? Está sentindo muito a mudança? E nesses primeiros 30 dias a resposta tem sido a mesma: Estou tranquila, como se não houvesse saído do Norte para o Sul do país. Não sei se é porque não houve ainda tempo para pensar, ponderar sobre isso. Agora meu foco é organizar a casa nova e isso demanda dedicação e muita energia.
Viagem de 120 horas com dois cachorros


Nossa maior preocupação para a viagem de mudança era o Argus Maximus e a Azula Dora Milaje, nossos cãezinhos. Como eles reagiriam a 5 dias dentro de um carro sem passar mal, enjoar e nos incomodar, claro, com choro e birras? Pesquisamos sobre viagem de carro com cachorro e a maioria das experiências era de curta duração, nada perto das 120 horas que encararíamos.
