Primeiros dias no Sul

As pessoas me perguntam: e aí, já se acostumou? Está sentindo muito a mudança? E nesses primeiros 30 dias a resposta tem sido a mesma: Estou tranquila, como se não houvesse saído do Norte para o Sul do país. Não sei se é porque não houve ainda tempo para pensar, ponderar sobre isso. Agora meu foco é organizar a casa nova e isso demanda dedicação e muita energia.

Nesses dias observei as diferenças em relação a produtos nas prateleiras dos supermercados e nas vitrines do açougue, por exemplo. A oferta de manteiga é insignificante, o que há em quantidade e variedade é marcas de margarina e nata. Parece que na Grande Florianópolis manteiga não faz sucesso e aqui em casa é o que consumimos. E no açougue? O patinho tem preço de picanha. Considere que sou rondoniense e em Porto Velho a oferta de carne bovina de qualidade é grande. Mas, como sempre digo, questão de adaptação. Por outro lado, tenho fácil frutas, legumes e hortaliças. Afinal, muita coisa sai do Sul para o Norte.

E isso é para colocar em balança? Na minha não. São coisas tão pequenas diante do que realmente importa para mim. Estou onde gostaria de estar, vivendo o que foi planejado – com uns atropelos aqui e outros acolá, como acontece na vida real – com quem eu amo. No mais, o futuro está bem aí e precisa ser construído sem barreiras de costumes e hábitos que só nos aprisionam.

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