O vento da faxina

Minha vó dizia que quando retiramos a poeira, limpamos  e organizamos a casa, o vento entra pela porta. Lembro-me da vovó dizendo isso um dia quando eu terminei de varrer a cozinha da casa dela, em Campo Grande, há mais de 30 anos.

Todas as vezes que faço faxina em casa, daquelas cheia de energia e vontade de ter a casa limpa e agradável, como fiz hoje, espero o vento entrar. Ele sempre chega de mansinho espalhando o cheiro de limpeza e a sensação de conforto. Isso me faz tão bem.

Tenho experimentado o vento da limpeza também dentro de mim. Uns hábitos pouco saudáveis que se foram deram uma aliviada na confusão que estava o meu corpo. Algumas atitudes menos felizes das quais me desfaço aos poucos já me fazem sentir que o ventinho da faxina se aproxima.

É um trabalho diário e vagaroso ir retirando as poerinhas de cada prateleira do me ser. Muitas bem incrustadas e relutantes em deixar os cantos onde estão há tempos. Eu tenho tentado um produto que desfaz a resistência dessas poeiras, ele não e fácil de ser aplicado, mas é o melhor: paciência.

Eu quero uma brisa infinita na minha alma e para isso não posso me demorar nas fuligens da reclamação e do conformismo.

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