Feijão sem marketing

Quando exatamente eu não lembro, mas há muito tempo adquiri o hábito de ler rótulos de produtos, verificar procedência, validade, composição etc. Minha primeira interação com empresas ou marcas devido a algum problema relacionado a serviço ou produto foi há 20 anos, disso eu lembro bem, pois tem a ver com o meu filho. Na hora de passar a lata de cereais (para o preparo do mingau) o valor cobrado pela caixa era diferente do anunciado na prateleira. Opa! Peralá, moça, que não está certo. Recorri ao Código do Consumidor, meu conhecido e, claro, paguei o menor preço – não sem antes fazer todo um discurso, eu era dessas.

Neste mesmo supermercado comprava fraldas para o então bebê. Em uma dessas compras, todas as fraldas do pacote estavam sem uma das abas, ou seja, não dava para usar. Telefonei para a empresa, registrei a reclamação e em incríveis três dias chegava à minha casa uma caixa com vários pacotes de fraldas e um pedido de desculpas.

Foi por esse ocorrido há décadas que eu criei uma certa expectativa nas últimas semanas. A história é que comprei um pacote de feijão para a feijoada com os amigos e ele simplesmente desbotou. De preto, só o nome na embalagem. Enviei e-mail para a empresa, disseram que em 30 dias eu receberia outro produto. Passado o prazo, e-mail de novo. Em 44 dias recebi a visita de um representante, veio entregar um quilo de feijão de outra marca da empresa, pois a que eu comprei, tinha, mas acabou. Um quilo de feijão. Nenhuma desculpa.

Pelo menos a troca aconteceu agora em tempos de feijão a quase R$ 8, o quilo.

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