Não lembro quando Golby e eu nos conhecemos. A única certeza que tenho é onde. O Twitter nos aproximou na época que a rede do passarinho azul ainda era amigável, acho que há uns 12 anos. Golby, assim como eu, é porto-velhense, mas mora em Rio Branco há décadas. Por motivos que não lembramos, nunca nos encontramos pessoalmente, mesmo morando a apenas 500 quilômetros de distância.
Passado tanto tempo e agora com quatro mil quilômetros entre uma e outra, nossa amizade não foi afetada, pelo contrário. Parece que a maturidade, as vivências, as dúvidas e as angústias semelhantes, além das afinidades pré-existentes, fortaleceram os nossos vínculos.
São horas de conversas ao pé da pia, enquanto eu preparo alguma refeição ou lavo as intermináveis louças. É a piaterapia. Dentro do ônibus indo pro trabalho ou no carro parado no estacionamento do supermercado lá estamos nós conversando, trocando ideias, dando força uma para outra, rindo dos nossos foras.
A Golby achou por bem registrar essa história em uma delicada tela e me presentear. Tudo é muito representativo a começar pelo pano de cozinha onde a Celeste (amiga da Golby) desenhou alguns quadros. Plantas, bichos, família, livros, café, panelas e até o símbolo de nossa cidade, as Caixas d’Água. Tem ali o telefone de lata que lembra muito nossa infância, afinal, parece que nos conhecemos desde sempre.
Eu fiquei tão tocada com esse presente que a única reação possível, além das lágrimas, foi agradecer a Deus pela amizade da Golby e pedir a Ele que abençoe a ela e a seus queridos filhos. O que seria da vida sem os amigos? Provavelmente nada! Porque a vida é feita para ser compartilhada. Não vamos muito longe sozinhos. Eu não chegaria onde estou sem os amigos que tive e os que tenho. Disso tenho certeza.





Li o texto no Instagram e só agora vi reler aqui. Parece que, assim, no blog, ele ganha mais vida. O que seria de nós sem os amigos, as amigas.
Obrigada por tudo.