O dia 9 de março passado foi muito esperado por todos nós (três!) aqui de casa. O João Pedro finalmente iria iniciar um curso técnico na área que inspira realizações. No final de semana anterior ao grande dia, fomos ao shopping comprar camisetas novas. Numa das lojas que entramos, fiquei encantada com um macacão que era do jeito que eu não estava precisando, lindo como eu imaginei que queria e com a etiqueta decisiva ‘Liquida’.
Vida sem egoísmo
Cada vida vale.
A do idoso que vive com a saúde debilitada, a da criança que corre cheia de energia, a do garoto que disputa a atenção dos colegas, a do adulto que se divide entre a preocupação com a saúde e a manutenção financeira.
Não importa se negro, branco, feio ou belo. Estar vivo importa. Toda vida tem seu valor. Seja a do sacerdote que aconselha paciência para as horas de angústia, seja a do incauto que avança sobre o direito do outro.
Nove meses de home office
Desde julho passado, quando comecei no Jornal Notícias do Dia, faço teletrabalho. A apuração é feita por telefone, aplicativo e e-mail. Claro que em muitas pautas preciso sair e então vou e volto de Uber. Tenho minha própria redação, mas cumpro as cinco horas contratuais, que são registradas no aplicativo da empresa. O contato com a redação – localizada no Morro da Cruz, em Florianópolis – é, basicamente, pelo WhatsApp.
Brincar de dormir
Hoje eu lembrei de uma das tantas noites que, cansada e com muito sono após um longo dia de tripla jornada, tentava distrair e esvaziar as pilhas do João Pedro.
Ele gostava que eu lesse o Soldadinho de Chumbo (Hans Christian Andersen/1838) e isso era quase que diário. Às vezes eu pulava algumas partes e ele reclamava, segurava a minha mão e dizia: – Não, mamãe, não é assim.
Mais que trilhas
Na quinta-feira (30) encarei uma trilha íngreme, uma hora e meia subindo rumo ao pico da Pedra Branca, um monumento natural da Grande Florianópolis, localizado em São José no limite com Palhoça. Não fui a passeio, mas a trabalho.
Sugeri ao editor uma pauta sobre o Morro da Pedra Branca que é visto de vários pontos da região. A sugestão foi minha, então eu que lutasse para fazer a reportagem. E assim foi.
Pais ou servos?
Você provavelmente já presenciou uma cena semelhante. No restaurante entra um casal com uma criança, que vai de um lado a outro escolhendo uma mesa para o jantar. “Não, não. Aqui não, é melhor ali”, determina o menino (ou menina), para logo mudar de ideia. O garçom morde os lábios, revira os olhos – mesmo que disfarçadamente, mas você percebe, porque está fazendo o mesmo.
Breve história da Atena
Ao abrir as cortinas do quarto na manhã de sexta-feira (17) vi na calçada do vizinho um cachorro desconhecido. Corri para saber quem era e logo percebi que ele estava com uma patinha machucada. Fui conversar com ele, que fugiu mancando. Após muita insistência voltou desconfiado e então soube que era ela. Dei ração, água, atenção e recebi muitos sorrisos.
Primeira tattoo de 2020
Foi num intervalo de almoço em 2015 que eu decidi fazer uma tatuagem. Decidi e fiz. Liguei para o tatuador indicado por um amigo, que estava – que sorte a minha – com horário vago por desistência de um cliente. Tatuei o perfil de um dachshund em homenagem ao Argus Maximus e desde então não parei mais.
Primeiro aninho
Em 2019 passamos a chamar pão francês de pão de trigo, lava jato de lavação, cadela de bucica. A rua principal aqui perde a identidade para ser chamada de Geral. Demoramos um instantinho para entender a lógica.
E também adotamos o diminutivo. “Moço, quero um caldinho [de cana]”. Eu gostei? Mas é claro! Ah, é. Aqui tem caldo de cana por todos os cantos – rural ou urbano. Gostei ainda mais. E churros? Senhor do céu! Praças, cemitério, praia – sempre tem. Ainda bem que tem Pilates também.
A mudança e a ponte
No dia 30 de dezembro de 2018 saímos de Porto Velho rumo à São José. Não tínhamos casa, o plano era chegar, visitar imóveis previamente selecionados, escolher e então nos mudarmos. Tudo isso em uma semana. Os primeiros dias não foram fáceis, apesar da vista. Mas como sempre acontece, as coisas se ajeitaram.
