A samaúma

Ela é como uma folha que se desprende da árvore e sai rodopiando, levada por uma brisa. Gira, gira e depois se esconde perto de um arbusto onde bate sol e a terra é fértil. A folhinha não estava destinada a ser adubo. Não esse adubo e não agora. Nem ela sabia que tinha essa força. Anos sendo balançada de um lado para o outro à vontade do vento ou de alguém que balançava a árvore. Ela já estava meio madura quando um vento mais forte a arrancou ali do tronco que a segurava.

Sozinha, cansada de ficar para lá e para cá, a folhinha quis descansar para esquecer tantos anos de quase submissão. Mas não pode. Nesse tempo em que foi parte da árvore que, sim, a protegia, mas também a submetia a sua vontade, ela fez amigos, conquistou corações. Besouros, joaninhas, passarinhos faziam festa para a querida folha. Ela não sabia que era amada e que influenciava os outros a amarem.

Cultivou com a gentileza a atenção de todos para si. Hoje se reconhece como uma árvore ancestral e respeita a opção de cada uma de suas folhas de soprar com o vento que quiser. Dá sombra para o descanso, mas não impede ninguém de ver o sol. Frutifica com atitudes e alimenta com sorrisos. Inspira com a vida que brilha nas suas folhas, um dia azul, rosa ou amarelo.

Quem é essa árvore para você?

Para mim é essa samaúma aqui:

Van Vasconcelos é uma mulher inspiradora.

Essa foto publicada no instagram me fez lembrar do percurso da Van, desde a adolescente insegura e a jovem que pensava não ter voz até essa mulher conhecedora de si.

A história da Van é a de muitas de nós. Você se reconheceu na história da folhinha?

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