Estratégia do foca

Contei um pouco sobre minha experiência na Secom, a Superintendência de Comunicação do Governo de Rondônia, onde trabalhei entre fevereiro de 2015 e dezembro de 2018. Os quatro anos naquela redação renderam muitas histórias que, eu espero, ficarão guardadas no meu álbum de memórias. Uma delas eu não presenciei e soube apenas hoje de seu acontecimento.

O repórter, ainda estagiário, fez sua primeira matéria. Pauta simples, texto singelo, caprichado. No dia seguinte, ele chega ansioso para ver sua estreia nos jornais (que publicavam o texto tal e qual era enviado pela Secom). Quem sabia dariam o crédito ao foca?

A decepção só não foi maior do que o susto: a matéria cotidiana sobre o dia das crianças foi criticada por não ter citado a origem da data (super (ir)relevante, né?). Após ter se recuperado da pancada, ele precisava resolver aquilo. Ninguém poderia saber desse fora sem precedentes no jornalismo porto-velhense, muito menos a coordenadora (eu!). Para uma situação assim, uma solução drástica: esconder todos os exemplares dos impressos detestáveis.

A estratégia do foca deu certo. Quatro anos depois estou sabendo do fato e dando muitas risadas. Poderíamos estar rindo há mais tempo da crítica sem fundamento e da destinação não autorizada dos jornais.

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