Vinte e cinco anos de jornalismo em poucas fotos

No dia 7 de setembro completei 25 anos de profissão, nessa data em 1998 fui pela primeira vez para a rua fazer uma matéria. Assunto fácil, pauta ideal para uma foca. Não tenho nenhuma foto daquele dia, muito menos uma VHS do material, mas lembro muito bem o pânico de fazer algo errado e começar mal ou talvez perder a grande chance. Coisa que havia ocorrido três meses antes quando fui reprovada no teste de vídeo, o que não foi nenhuma surpresa para mim, como contei aqui. Leia mais

Adeus ao ND

Mais uma trajetória profissional encerrada com sucesso e gratidão.

No último dia útil de junho, encerrei quatro anos de trabalho no Grupo ND. Comecei em 2019 como repórter setorista da Grande Florianópolis do jornal ND e em 2021 passei à edição.

Foram quatro anos (com uma pandemia no meio) dedicados ao que eu realmente gosto (queria gostar menos ): jornalismo diário impresso. Leia mais

Não sou lá de cima

Eu tinha uns 16 anos e procurava emprego com uma amiga, de 18. Naquela manhã a acompanhei até um comércio que existia na rua Brasília, em Porto Velho. O nome do lugar nunca esqueci, Paulista. Um homem branco, alto e estúpido falou, aos gritos, com a minha amiga que não contratava gente da cidade, porque eram pessoas preguiçosas e faltavam ao trabalho em dia de chuva. Leia mais

Quero minha saúde mental de volta

Sei que não posso esperar que o externo modifique meu interior, mas está muito difícil me manter tranquila diante de tudo o que está acontecendo no país (e que piorou nos últimos meses).

Como posso achar “que não é nada” associar meninas de 13, 14 anos a sexo? Ouvir um homem de 67 anos dizer que “pintou um clima” e relativizar; sendo que eu mesma fui vítima diversas vezes desse tipo de assédio porque era “grandinha” para a minha idade? Sendo que sou mulher e sei muito bem o que é ser mulher nesse mundo hostil a todas nós? Leia mais

Chega de sofrer, vamos lutar!

No dia seguinte à noite que fiquei (e o Brasil que não dorme) sabendo que a vergonhosa não compra de vacinas é muito pior do que sabíamos até aqui, recebi a notícia que o amigo Adão Gomes não resistiu às complicações da doença e morreu. Jovem e saudável foi contaminado, passou dias na UTI e morreu. Assim como ele, milhares até aqui. Uma Florianópolis inteira desapareceu. Em semanas, talvez poucos dias, será uma Porto Velho. São 511 mil mortos por uma doença que já tem vacina, no país que até há pouco tempo era referência em imunização. Leia mais

Cidade Invisível e o meu baú de memórias mágicas

Ontem assisti Cidade Invisível, da Netflix, e me lembrei do medo danado que eu tinha do boto me puxar para as profundezas do rio Madeira. Um dia, minhas amigas e eu saímos da Barão do Solimões para irmos ver o pôr-do-sol. No caminho até a Praça do Trem, conversamos sobre o risco que eu poderia correr ao me aproximar da beira do rio. Eu estava menstruada e isso era um grande atrativo para o boto. Ele podia dar um bote e me arrastar para o Madeirão desconhecido. Como boa filha de indígena que sou, respeitei e mantive distância do barranco. Leia mais

Zé Gotinha, o sensato

O Zé Gotinha é o símbolo do Brasil que se comprometeu com a Ciência quando a poliomielite ameaçava a vida de crianças e alguns pais resistiam à vacinação. O personagem foi criado para atrair as crianças até o posto, era o amiguinho engraçado e legal que pingava a gotinha salgada e balançava o cabeção. Leia mais

Dei férias para mim

Estive durante 15 dias de férias do jornal, após 16 meses de trabalho. Tudo inédito. Primeiras férias do ND, primeira viagem interestadual partindo de Santa Catarina, voo e passeios no meio da pandemia de covid-19. Também foi a primeira vez que ficamos hospedados na casa de Dona Nilta, minha estimada sogra. Passamos cinco dias com ela, que completou 90 anos de idade de muita vitalidade no dia 15 passado. Leia mais

O portovelhês nosso de cada dia

Porto Velho completou ontem (2), 106 anos de fundação e hoje ao acordar meu segundo pensamento foi: queria tomar café lá no Mercado Central. Iria pedir mingau de banana com tapioca e uma tapioca com manteiga e castanha. Café para acompanhar. Taí uma saudade.

Uma coisa levou à outra e eu me lembrei de um texto que fiz para um caderno especial do Diário da Amazônia em homenagem ao aniversário de Porto Velho. Isso foi em 2007. Treze anos correram desde então. E esse texto foi o que me aproximou do Zé Carlos, o homem do Banzeiros – ou teria sido o contrário? Bom, isso é outra história. Leia mais