O mar do caminho

Conheci o mar quando eu tinha uns 21 anos. Foi em Fortaleza. Fiquei ali na praia parada olhando para aquela imensidão azul, apaixonada pelo que via. Lembro que usava um anel com uma pedra verde enorme e após sair da água percebi que o anelzão tinha ficado. “Foi a Iemanjá”, disse uma amiga que me acompanhava.

Eu acho que foi um feitiço. Desde aquele dia, passei a amar o mar. Amar o mar. Fizemos, Zé Carlos e eu, diversas viagens pelo litoral do Brasil. Vimos o oceano a partir de diversas cidades. Em alguns locais ele é mais bonito, águas brilhantes, verde, azul. Em outros não tem tanta beleza, mas continua lindo. Veja que coisa. Menos bonito, porém sempre lindo.

Desde quando mudamos para São José, estamos pertinho do mar. Da nossa casa até a praia mais próxima são menos de 5 quilômetros. Sorrio quando o marzão surge à minha frente. João Pedro já me perguntou algumas vezes se ainda suspiro quando vejo o mar. Ora, ora, caro jovem. Como não?

No caminho para o trabalho, a primeira pontinha dele eu vejo da Via Expressa Norte. Do volante vislumbro as bruxas que se transformaram em pedra e jazem na praia de Itaguaçu. Poucos quilômetros adiante, sob a ponte Pedro Ivo, lá está ele de novo e me acompanha na Beira-Mar Norte até eu começar a subida para o Morro da Cruz. E lá de cima, da Redação do ND, eu vejo o mar e parte da Ilha de Santa Catarina.

Se um dia eu ficar indiferente a tudo isso, com certeza não serei mais eu.

2 respostas para “O mar do caminho”

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